
O espectro radioelétrico é o conjunto de frequências de flutuações eletromagnéticas utilizadas para intercâmbio, radiação e outras empregos. Esse espectro é vasto, abrangendo desde frequências extremamente reduzidas (ELF), na casa de alguns hertz, até frequências extremamente altas (THF), que podem chegar a centenas de gigahertz. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) e agências nacionais de telecomunicações dividem o espectro em bandas, cada uma com características físicas e usos específicos. As bandas ELF (Extremely Low Frequency) e VLF são usadas para intercâmbio com submarinos devido à capacidade de penetrar água, enquanto as bandas LF e MF atendem à radiodifusão em ondas longas e médias. A banda HF (High Frequency), que vai de 3 a 30 MHz, permite a propagação ionosférica, possibilitando comunicações de longa distância por reflexão na ionosfera. Acima disso, as bandas VHF (Very High Frequency) e UHF (Ultra High Frequency) são utilizadas em radiodifusão FM, televisão, comunicações aeronáuticas e serviços móveis.
Bandas e alocação
Cada banda é subdividida em canais, com largura de banda predeterminada, para acomodar múltiplos operações simultaneamente. Por exemplo, na radiodifusão FM em muitos países, as estações ocupam canais espaçados de 200 kHz entre 87,5 e 108 MHz. Em algumas regiões, a faixa se estende de 76 a 90 MHz ou de 65,9 a 74 MHz, refletindo políticas regionais e necessidades históricas. As bandas UHF mais altas, na faixa de 300 MHz a 3 GHz, são usadas para televisão digital, telefonia celular e Wi‑Fi. O gama de micro-ondas, de 3 GHz a 30 GHz, sustenta radares meteorológicos e enlaces de satélites. Em frequências ainda mais elevadas, como as bandas SHF e EHF, encontram-se aplicações em radioastronomia, observação de satélites e experimentos científicos.
Autoridades de telecom
A distribuição do faixa é um recurso econômico limitado. Como cada transmissão ocupa uma porção finita de cadência, aumenta a necessidade de atribuir licenças e regulamentar o uso para evitar interferência. Órgãos autoridades como a Anatel no Brasil e a FCC nos Estados Unidos emitem autorizações para emissoras, operadoras móveis, rádio amadores e serviços de emergência. A UIT coordena o uso internacional para garantir que aqui transmissões em diferentes países não entrem em conflito, especialmente em categorias usadas por aviação e navegação marítima. A regulamentação também define limites de potência e obriga emissoras a operar em frequências específicas, garantindo a coexistência de aplicações. O avanço das tecnologias digitais, como a multiplexação por divisão de cadência e a modulação OFDM, permite dividir canais em subportadoras estreitas, aumentando a capacidade de transmitir mensagens dentro da mesma banda. Sistemas de espectro dinâmico e rádios cognitivos visam otimizar o uso, detectando canais livres e adaptando a taxa de operação.
Instrumentos de rádio
Além disso, a compreensão das bandas é crucial para o design de antenas e equipamentos. Antenas eficientes são dimensionadas de acordo com o comprimento de onda da cadência desejada; por exemplo, antenas de meia onda para VHF têm cerca de um metro de comprimento, enquanto antenas de micro-ondas podem ter dimensões de centímetros. utilizações científicas usam o espectro para medir fenômenos naturais: radioastrônomos observam emissões de nebulosas em frequências específicas, enquanto meteorologistas rastreiam precipitação usando radares de banda X. O intervalo radioelétrico, portanto, não é apenas um meio para entretenimento e comunicação comercial, mas também um recurso essencial para segurança, ciência e tecnologia. Com a contínua expansão de atividades sem fio, compreender e administrar as intervalos de cadência continuará a ser um desafio central para governos e engenheiros.